Na reportagem da revista Época, de Ivan Martins, o jornalista se surpreende com a 'loucura' de fazer um telejornal como o JN. A rotina dos editores, produtores e repórteres começa cedo. Às 11h. Mas durante o dia, muita coisa pode rolar.
Matérias que 'caem', notícias que não rendem, imagens que não chegam. A poucos minutos do telejornal começar, ainda tem material na sala de edição. Só de ler, já me deu um friozinho na barriga.
É uma correria sem fim, uma adrenalina que só quem está lá dentro pode descrever. Não é à toa que William Bonner, há 11 anos como apresentador e editor chefe, vai lançar o livro "JORNAL NACIONAL, MODE DE FAZER".
Sob o olhar de 60 milhões de brasileiros, o JN é referência no telejornalismo. Sob muitas críticas também. Mas não há como negar que a receita deu certo.
Quem quiser conferir a matéria da Época, clique aqui
Para quebrar um pouco este clima de JN, assista ao vídeo em que o Bonner se prepara para mais uma edição. Mas desta vez é diferente
Um comentário:
Pois é... Realmente não se pode tirar o mérito desses profissionais, que antes de tudo, suportam a pressão da resposabilidade de informar milhões de pessoas, muitas vezes conduzindo a narrativa de forma tendenciosa para atender ao interesses dos poderosos, sem deslisar a ponto de perder a credibilidade. É uma tarefa e tanto!
Mas não podemos deixar de observar que provavelmente nunca a Globo investiu tanto em publicidade própria. Não na variedade, mas na quantidade. Sempre a Globo utilizou seus programas (Vídeo Show, Faustão, Ana Maria, Novelas, etc) para divulgar os demais programas.
Fico imaginando se as pancadas que a Globo desferiu em Edir Macedo e na Rede Record trouxeram algum lucro para emissora. Primeiro, quem assistiu às matérias da Globo, logo pegou o controle remoto para ver a versão da Record. Depois, vimos uma progressiva perda de audiência da Globo em alguns horários, nos quais a Record passou a deitar e rolar. Por fim, assistimos essa descarga de auto-propaganda por parte da Globo, que naturalmente indica que eles estão em busca da recuperação do prestígio abalado (seria demais dizer perdido).
Se não me falha a memória, foi exibida recentemente uma edição do Jornal Nacional na qual eles só falavam deles mesmos. Uma espécie de metalinguagem jornalística.
Não estou defendendo a postura de Edir Macedo, que sem dúvida tem alguma culpa no cartório. Estou apenas constatando que talvez teria sido melhor se a Globo tivesse adotado como filosofia aquela típica frase de um de seus programas humorísticos: "não mexe com quem tá quito!"
Agora aguenta!
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